08/11/2009

roodaaannnnddddooooooooo



De fato concordo com o Raul quando ele diz que há tantos caminhos e tão pouca esperança no ar. Mas no final não há pouca esperança não, o segredo é ver que quando vivemos andamos, e essa estrada não tem volta, só tem fim, e esse fim para mim conduz a outro começo.
Desse jeito, a esperança esta em se ver que sempre andando sempre acumulamos. Acumulamos conhecimento, auto-conhecimento, ferramentas mentais, luz, experiência, aprendemos a respeitar, e sobretudo que existem os baús como nos jogos de RPG.

Após caminhar muito, e esse muito nada tem a ver com tempo, mas sim com aprendizado e boa vontade, fica muito, muita informação na cabeça. E é nessa hora, quando um texto simples como uma poesia já não da mais conta de acolher nossa lógica que criamos nossos baús. Esses baús contem tudo aquilo que somos, e deles pegamos aquilo que monta a nossa poesia de cada dia.

Parece simples, mas a questão é se dar conta de que sua mente passou a usar baús, se dar conta que se pode estar tranquilo pois aquilo que esta no baú não desapareceu, e compreendendo isso, ter conhecimento de tudo, carregando um pouco somente por vez na memoria RAM de nosso cérebro.

E é ai que mora tudo. Aquela frase do "tio Ben" no Homem Aranha passa a ter significado peculiar. "Um grande poder exige uma grande responsabilidade". Pois se vemos que nada é simples e que há muita humildade em ver que se erra e que na verdade querermos acertar; e compreender que se nem nós mesmos somos simples há muita sabedoria em confiar no tempo sabendo que sua atuação é sempre positiva quando guiada por bons princípios.

A sabedoria de se saber que o tempo atua na alma como a cortina de neblina que some ao amanhecer realmente da a tranquilidade necessária para se viver, aprender positivamente e seguir sempre, andando, e ampliando nossos baús.

Talvez algo realmente novo para mim que se da desde que fui para praia no começo do ano e que hoje vejo como algo que consegui dominar, e que talvez tenha sido uma mudança significativa para mim esse ano é o fato de perceber a atuação do tempo, de passar a pensar por baús. De fato o que mudou é conseguir separar rotina, objetivos, realidade, estado emocional, raciocínio lógico; encarar cada uma dessas coisas separadamente(não que estejam separadas) e dessa forma ser mais feliz, sobretudo pois o mais importante para mim sempre foi a mente, o abstrato, aquilo que não é palpável.

E até talvez por isso muita gente me estranhe, pela multi polaridade de caracteristicas, pois talvez não entendam que não dou a menor importância a imagem, ao rotulo, mas sim ao que me faz feliz. Percebo que levo minha vida de acordo com o que busco para mim mesmo, enquanto que talvez muita gente se oriente pela palavra sucesso. A questão é que antes do sucesso, procuro o que na verdade essa palavra significaria para mim. E talvez após muito tempo esse seja um ano em que estou terminando de escrever meu próprio manual de instruções, para meu próprio uso.

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