01/06/2009

A PAST AND FUTURE SECRET

A Historia é dos grandes, nobres e pequenos. Tem gente mesquinha e gente procurando o status.

Os pequenos nunca tem dinheiro, os médios podem ser grandes mas quase sempre querem ser nobreza, os miseráveis não tem nada mas seu privilegio é serem iguais em qualquer época da historia.
E há os não classificados, não lhes importa os criterios, somente suas ideias por mais absurdas, por vezes são chamados de loucos e raramente de génios.

Relevando o anacronismo das palavras grandes, nobres, pequenos, loucos, status e miseráveis, mas entendendo-as como figuras do senso comum que aparecem nos diferentes momentos da historia percebi algo engraçado; enquanto a cultura, realidade material, valores e estruturas mudam nos mais diversos nichos sociais ao longo do tempo há algo que passa a sensação de imutável: Os miseráveis ou mendigos, os loucos, e os génios.

Os miseráveis ou mendigos por mais que a sociedade mude, ou por mais diferente que seja a sociedade, são sempre os marcados pela ausência extrema de toda a sorte de coisas, compondo uma figura eterna, qual seja a época ou lugar serão sempre iguais independentemente das estruturas mentais actuantes. Por que sempre terão como premissa a exclusão e a sobrevivência, não lhes sobrando muito espaço para adentrar profundamente nas questões de sua epoca. É claro que cada época marca seu pensamento, mas o interessante é que são esses miseráveis aqueles que ao longo da historia são os mais livres da ação das estruturas mentais por estarem à margem; torna-se interessante pensar que aqueles que não tem nada porventura desfrutarão de um pensamento mais livre e mais aberto e também mais eterno do que qualquer um de nós por mais que estudemos, esforcemo-nos ou pensemos. Pois nós sempre estaremos dentro do palco em que se passa o teatro das marionetes movimentadas pelas estruturas.

Mas há também outro grupo, se é que pode-se assim dizer, de pessoas que se destacam. São os loucos e os génios. Os loucos como os mendigos são marcados por viverem uma realidade muito mais alternativa, e vivem suas ideias, medos, valores e alma intensamente; pois passam a vida em conflito interno, introspectivos. Logo vivenciam mais a consciência. Levando a pensar que talvez sejam aqueles que melhor compreendam a natureza humana.

Os génios como os loucos compartilham esse viés alternativo. Mas são aqueles que sendo diferentes mudam muito o mundo. Não me atreveria a diferenciar um genio de um louco, mas somente a classificar como um ou como outro pelo modo como marcaram o mundo.

E desse jeito parece que a historia é feita pelo comum. O que me leva a questionar sempre qual seria a diferença entre comum e medriocre... Fica ai uma boa reflexão pra dar um nó no cérebro...

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